Bem-vindos ao blog do escritor Roberto Sant. Aqui você encontrará histórias emocionantes e dicas valiosas para uma vida mais plena e feliz.
  • Fé, Coragem e Renovação

    Um novo ano desponta no horizonte e, com ele, uma pausa pausada para o balanço da alma.

  • Uma Jornada Literária

    Prepare-se para uma viagem épica pelas obras deste autor eclético. Cada página, cada linha. Nos convida a explorar um mundo de possibilidade.

  • Quando eu voltar a morrer

    Quando eu voltar a morrer, uma narrativa vibrante e repleta de surpresas. O inimaginável à disposição da realidade.

  • A força das palavras

    Justamente por ser o meio de comunicação mais poderoso e complexo da espécie humana, o uso da palavra exige responsabilidade ética: que ela seja ponte, não lâmina; elo, não ruptura; instrumento de integração e fortalecimento dos laços que nos mantêm humanos.

  • A importância da Família

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Antítese



Antítese

 Toda realidade é conflito; todo sonho, um dilema.

O sonho é a vitrine vasta para uma vida estreita.

Exibe o infinito ao homem finito,

o eterno ao corpo limitado.

Grandes são os anseios, pequena é a carne.

A intrepidez desafia o abismo; a prudência teme o passo.

Insiste. Persiste.

Pois o sonho é o que fica enquanto a vida passa.

O tempo nada explica, nada justifica.

O relógio marca a morte, mas o peito pulsa a eternidade.

O viajante tolo fia-se no mapa rígido;

o explorador de sonhos guia-se pelo instinto fluido.

A realidade é o destino, a armadilha armada.

O sonho é a fuga, a estrada inventada.

Um aceita a sorte; o outro dribla o acaso.

Um curva-se ao fato; o outro rasga o descaso.

Torna possível o que era absurdo.

Trai o concreto para abraçar o etéreo.

Foge do carrasco, flerta com a ilusão.

Pois é melhor o delírio que liberta 

do que a verdade que aprisiona

.

 Roberto Sant


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A força da palavra amor

 



A força da palavra amor

 

Não se pode questionar a força da palavra amor

Quanta força no seu expressar

Vida e esperança lhes acompanham

Solido e construtivo sentimento, determinante afirmador de emoções, inúmeras são suas qualidades e adjetivos, todos benévolos

Palavras são meio de comunicação

Nomeiam as coisas e as identificam

Não tem como decifrar a extensão significativa e as variáveis emocionais da palavra amor, devido à expansão de seus adjetivos

Existem coisas que devido ao seu tamanho exigem muita força para poder mover

O amor é uma coisa intensa e poderosa

no entanto, até a mais frágil criatura pode manejar, movimentar e oferecer

O amor declarado rompe o estigma da ideia de privilégio exclusivo de sentimentos, confirmando a dependência emocional

O rompimento de conceitos, alinhado a vertente que o amor é único e indivisível, possibilita o entendimento do significado universal do amor

O amor não tem forma ou molde, ele se forma conforme o direcionamento emocional, estabelecido pelo relacionamento entre transmissor e receptor

A força do amor está na sua falta de resistência, o amor é fundamentado na ideia de liberdade, embora suas aspirações sejam desconhecidas

Se manifestam por sentimentos e emoções.

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Reflexão, realidade explícita


 Reflexão, realidade explícita

Cara, se eu fosse me revoltar com tudo de errado que presencio no mundo, neste país, nesta cidade, neste local. Qual?
O bairro dos esquecidos. Aqui ninguém vale nada, ninguém é nada, e ninguém tem nada. Absolta nada! Não tem saúde, não tem alimentação, não tem moradia digna, aliás a dignidade a muito abandonou este local, creio que nunca esteve presente. A educação aqui é forjada na base da borrada. Além do que, até a violência, se isola com medo de nossas crianças. Soldados do tráfico, José ou só Zé, menino de doze anos, já matou uns dez homens, quem sabe foram onze. Que importa! Ele não é o mais perigoso do local, existem muitos Zés, de arma na mão, disposto a ser um tenente da facção, sonho juvenil crescer na vida do crime.
Violência se têm em abundância, parece que tudo está tranquilo, ninguém reparou os moradores que sumiram, se mudaram na calada da noite, não levaram, roupas ou móvel, nada. Quantos barracos, vazios!
Aqui tudo tem dono, um único dono. O terreno é invadido, loteado e vendido. Imposto, não se paga, paga-se mais, paga–se com o pouco que tem ou com a própria vida.
Divertido dia de datas comemorativas, a quadra sempre enfeitada com o tema a ser comemorado. Finge-se alegria e contentamento, com música horrível e brinquedos de baixo custo, é tudo muito rápido, nem deu tempo para aproveitar o churrasco. No natal não tem papai Noel que aguente, tantos pedidos que nunca serão atendidos. Ainda assim, há esperança no bairro que a morte parece presente, famílias lutam para que seus filhos não sejam corrompidos por ideais mentirosos que transformam gente em bicho, e bichos violentos. Não parece, não há opção ou se pega em armas e mata ou morre. Injusto realidade, porém é o dia-a-dia local. Para não passar fome, minguando na desnutrição, comercializa-se de tudo drogas, corpo e pessoas.
Todo o poder do estado, não vale nada neste local. Esquecidos filhos da pátria, cidadãos de terceira categoria, quem liga para essa gente, que não tem saúde para servir de empregado, educação ao nível de reivindicação, nem título de eleitor. Gente aglomerada que não serve para nada.
Roberto Sant - Os filhos da pátria - Livro em construção.
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