A Força da Palavra Amor na Poesia
Um novo ano desponta no horizonte e, com ele, uma pausa pausada para o balanço da alma.
Prepare-se para uma viagem épica pelas obras deste autor eclético. Cada página, cada linha. Nos convida a explorar um mundo de possibilidade.
Quando eu voltar a morrer, uma narrativa vibrante e repleta de surpresas. O inimaginável à disposição da realidade.
Justamente por ser o meio de comunicação mais poderoso e complexo da espécie humana, o uso da palavra exige responsabilidade ética: que ela seja ponte, não lâmina; elo, não ruptura; instrumento de integração e fortalecimento dos laços que nos mantêm humanos.
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A Força da Palavra Amor na Poesia
Fé, Coragem e Renovação
Um novo ano
desponta no horizonte e, com ele, a inevitável pausa para o balanço da alma. Ao
olharmos ao redor, o cenário é desafiador: vivemos sob o peso da violência, de
crises sociais profundas e de um emaranhado político-jurídico que confunde e
exaure. É nítido como a imaturidade e a irresponsabilidade daqueles que
deveriam zelar pelo bem comum têm custado caro ao povo. No entanto, se ainda
estamos de pé, não é por mérito ou estratégia humana, mas unicamente pela graça
e misericórdia de Deus, que nos sustenta quando as forças parecem findar.
Poderíamos
gastar horas enumerando as dores, as perdas e os obstáculos que marcaram o ano
passado. Contudo, a Palavra de Deus nos convoca a uma postura diferente. O
apóstolo Paulo, em sua sabedoria inspirada, nos ensina a não sermos
prisioneiros do retrovisor:
“Esquecendo-me
das coisas que atrás ficam e avançando para as que estão diante de mim”
(Filipenses 3:13).
Este convite
não é apenas teológico, mas profundamente prático e emocional. Significa buscar
uma maturidade que nos permite deixar para trás o que nos prende, o que nos
escraviza e, sobretudo, o que nos paralisa. O cristão é chamado a ser um
desbravador de si mesmo. Isso exige o enfrentamento dos próprios medos e o
combate aos temores internos que tentam nos roubar o futuro. Afinal, a coragem
bíblica não é a ausência de medo, mas a ação fundamentada na fé, cientes de que
a covardia espiritual nos afasta da herança do Reino (Apocalipse 21:8).
A Insuficiência do 'Eu' e a Plenitude de Cristo
A busca
humana por satisfação e paz através das próprias mãos é uma jornada fadada à
frustração. Somos limitados, falhos e inconstantes. Por outro lado, quando
ancoramos nossa esperança em Jesus Cristo e alinhamos nossos passos aos Seus
ensinamentos, encontramos um fundamento inabalável. Deus não é um observador
distante; Ele é fiel para recompensar aqueles que O buscam com integridade.
Paulo
reforça essa segurança em Filipenses 4:4-7, um texto que ecoa como um bálsamo
para tempos de ansiedade:
A promessa é
extraordinária: a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará
não apenas nossos sentimentos, mas nossos pensamentos. Isso significa que nossa
alegria não é um subproduto das circunstâncias favoráveis, mas uma pessoa: Cristo.
Nem a dor, nem a tribulação, nem o caos político podem nos separar do amor de
Deus.
Um Convite à Transformação
Deus é
essencialmente bom. Suas misericórdias se renovam a cada manhã, oferecendo-nos
a oportunidade de transbordar, mesmo quando o mundo ao redor parece seco. As
estruturas deste mundo não possuem autoridade para destruir um coração contrito
e cheio do Espírito Santo. Somos guiados não pelo que vemos, mas pelo que
cremos: que Aquele que prometeu é poderoso para transformar o luto em dança e o
caos em propósito.
Ao
iniciarmos este novo ciclo, meu desejo é que ele seja, de fato, um ano de
colheitas benditas. Desejamos mudanças nas políticas públicas, avanços na saúde
e justiça social? Certamente. Mas, acima de tudo, que ocorra a transformação
mais urgente e vital: aquela que acontece dentro do coração humano.
Que cada
homem, mulher e criança seja renovado pelo amor e pela graça redentora de Jesus
Cristo. Que aprendamos a "regozijar-nos sempre e orar sem cessar",
fazendo do novo ano um altar de gratidão e recomeço.
Amém.
Passaram-se
quase meio mês
Dia após dia, muitos dias
Na verdade, foram doze dias
O primeiro dia, foi mais fácil
O segundo dia, também, eu acho
O terceiro dia, melancólico
O quarto dia, foi complicado
O quinto dia, beirava o inferno
O sexto dia, eu era o inferno
No sétimo dia, desacreditei de
tudo
No oitavo dia, pensei, sair à
rua
Dia cruel, o nono dia, chorei
muito
No décimo dia, perdi a conta
No décimo primeiro dia
Tudo já passava da conta
Doze dias depois, aqui estou eu
Em pé diante de mim mesmo
Desesperado, contando os dias.
E-book: Linha Imaginaria
Roberto Sant
Disponível na Amazon.com.br
Outrora, era jovem demais para namorar
Ontem, me encontrava abatido para amar
Hoje, sou o que restou de muitos enganos
Um simples te amo, mudaria toda história
Deixei o tempo passar, sem me expressar
Confiante que não precisava me declarar.
Entusiasmando com o vigor e gozo juvenil
Tudo era prazer e alegria, sem convenções
Desconhecia a força das palavras, ignorava
As ditas e sobretudo as não pronunciadas
Sólido que minha aliada presença bastava.
Palavras são geradas na mente e no coração
Muitas morrem, são sufocadas na garganta
Por medo e orgulho, nunca serão proferidas
A dureza do coração inseguro, criam dúvidas
Construindo narrativa triste de desencontros
Suposições, minando sentimentos, e relações.
Identificar a presença de um forte sentimento
Não alimenta ou nutri qualquer relação afetiva
É preciso afinidade, atitude e posicionamento
Negar a força de uma livre declaração de amor
É com estar no centro de um grande incêndio
E nada sentir, ignorando as ardentes chamas.
Existem coisas mais mortais que arma de fogo
Ou que qualquer objeto que provoque ferimento
Certas situações são perigosas, deveras mortais
Mais, que altos penhascos ou exposição ao fogo
Expressões articuladas, dispostas a machucar.
As extensões dos oceanos causam grande temor
Nem tanto, quanto o silêncio da pessoa amada
Dores são relativas, sofrimentos são absolutos
A fala tem poder de acalmar, como de apavorar.
O homem é por
natureza dependente sentimental
Movido por
emoções, sucessível a transformações
Um mapa é um bom recurso para evitar o abismo
E de pouca serventia, quando revelado no escuro.
Palavras duvidosas são verdadeiras ciladas verbais
Magoa, induz o descontento, que leva ao sofrimento
tornando o entendimento desencontrado e
sombrio
O sol evanesceu, minha única amiga é a escuridão.
Depois de toda resistência esvaída, aparece o temor
Configurado em forma de consternação e depressão
Desanimado, cansado, vi a desesperança se instalar
Submergindo e ocupando todo espaço do consciente
Apertando o coração, salientando, enaltecendo a dor.
Algumas palavras desnorteiam tudo
Desanimado, depressivo e esvaziado
Olhos cobertos por angústia e medo
Tudo em mim, é impresumível e dor
Observo uma alma sem afeto, alheia.
Sem dúvida, vi a vida caminhando para o precipício
Abismo da inexistência, onde o irreal comanda tudo
Ausência de forças, rumo a uma existência vazia
provocada por uma alma
ferida e coração em cacos
Decompondo todo sentido da vida, agenciando o fim.
De repente, uma luz, em forma de som, era você
Sua voz me resgatando da enevoada profundeza
Do poço dos esquecidos, que desistiram de tudo
Se a escuridão total, não me encontrou disposto
Decerto, porque você estava lá, iluminando tudo.
Articulando com todo brilho palavras de resistência
Argumentando o valor da vida, afastando as sobras
Repelindo o
espectro da morte, expondo a existência
Com simples
palavras de amizade, geradora de vida
Deposta
esperança, demostrando a força da palavra.
Em Busca do Tempo Perdido
Um homem entra na biblioteca e pede para a
bibliotecária a gentileza de lhe fornecer o livro que tenha o maior número
de páginas na biblioteca. De princípio, ela não sabe como ajudar aquele
homem.
No entanto, resolve ajudá-lo. Pede ao homem que aguarde um pouco,
que ela vai pesquisar nos arquivos referências de livros e seus números de
páginas. Depois de alguns minutos de pesquisa, ela chama o homem e revela que
tem disponível na biblioteca o livro com maior número de páginas do
mundo.
O homem pergunta qual é o livro, ela responde que o livro é “Em Busca do
Tempo Perdido”, de Marcel Proust, que tem aproximadamente 9.609.000 caracteres,
1,3 milhões de palavras e mais de 3000 páginas. O senhor quer ler?
O homem olha fixamente para a bibliotecária, sorri e responde: não,
obrigado! Não quero ler um livro que o próprio autor julgar ter perdido tempo
ao escrevê-lo.
Moral da história, cuidado ao escolher o título de uma obra literária. A
quantidade de páginas não justifica o conteúdo do escrito. O título de um
livro é muito importante e, dependendo do conteúdo, pode fazer a diferença
para o leitor, entre ler o livro ou rejeitado. O nome do homem é Dr. Rui
Barbosa.
Escolha um lado
O mal se manifesta primeiramente na mente humana e, quando não contido pela razão e pela ética, materializa-se em ações imprudentes e danosas. Seus efeitos são visíveis e devastadores: discórdia, violência, guerras, miséria e fome. Acima de tudo, o mal gera o mais corrosivo dos sentimentos, o ódio, capaz de desumanizar o indivíduo e romper os laços que sustentam a convivência social.
O pensador deve manter-se vigilante, pois, quando o assunto é a vida, não há lados legítimos que justifiquem a destruição do outro. A razão primordial da existência é a sobrevivência coletiva, e não a supremacia de ideologias ou interesses pessoais. Nenhuma circunstância, por mais adversa que seja, autoriza posições extremas. Decisões tomadas sob a influência de acontecimentos negativos tendem a perpetuar o próprio mal que se pretende combater. Cabe ao indivíduo escrever sua história por meio do exemplo, da boa conduta, da prudência e da coerência entre palavras, opiniões e ações. Afinal, o maior patrimônio de um homem é sua biografia, aquilo que ele constrói moralmente ao longo da vida.
Afastar-se do mal é um dever ético, pois ele jamais oferece algo que seja genuinamente saudável ou benéfico. O mal opera por meio da conspiração contra tudo e contra todos; sua finalidade é promover a desgraça. Leva homens a cometerem os maiores absurdos, como o assassinato seja de forma direta, pela violência física, seja de modo indireto, por meio da violência psicológica, da tortura emocional, da humilhação e da destruição da autoestima. Manifesta-se ainda pela repressão, ao negar a liberdade; pela injustiça, ao suprimir direitos individuais; e pela manipulação política, que oprime, aliena e escraviza consciências.
Das injustiças nascem pensamentos de revolta e vingança, que alimentam um ciclo contínuo de violência. Nem sempre a verdade percebida coincide com a integridade moral e ética, e é justamente aí que reside o perigo. Nenhuma forma de violência se sustenta racionalmente, independentemente da suposta legitimidade da “verdade” que se acredita defender. O pensador deve questionar seus próprios pensamentos, investigar a natureza da verdade que professa e os valores que a acompanham. Justiça e injustiça caminham lado a lado, muitas vezes guiadas pela vaidade; contudo, não seguem na mesma direção nem alcançam o mesmo destino. A justiça busca a verdade; a injustiça apoia-se em suposições, distorções e inverdades.
Escolher estar ao lado da verdade é um compromisso que exige coragem, mesmo quando o preço é alto. O mal não resiste à verdade fundamental de que todos somos iguais em dignidade, direitos e humanidade.
Roberto Sant
Roberto Sant
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Toda realidade é conflito; todo sonho, um dilema.
O sonho é a vitrine vasta para uma vida estreita.
Exibe o infinito ao homem finito,
o eterno ao corpo limitado.
Grandes são os anseios, pequena é a carne.
A intrepidez desafia o abismo; a prudência teme o passo.
Insiste. Persiste.
Pois o sonho é o que fica enquanto a vida passa.
O tempo nada explica, nada justifica.
O relógio marca a morte, mas o peito pulsa a eternidade.
O viajante tolo fia-se no mapa rígido;
o explorador de sonhos guia-se pelo instinto fluido.
A realidade é o destino, a armadilha armada.
O sonho é a fuga, a estrada inventada.
Um aceita a sorte; o outro dribla o acaso.
Um curva-se ao fato; o outro rasga o descaso.
Torna possível o que era absurdo.
Trai o concreto para abraçar o etéreo.
Foge do carrasco, flerta com a ilusão.
Pois é melhor o delírio que liberta
do que a verdade que aprisiona
.
Roberto Sant
Não se pode questionar a força da palavra amor
Quanta força no seu expressar
Vida e esperança lhes acompanham
Solido e construtivo sentimento, determinante afirmador
de emoções, inúmeras são suas qualidades e adjetivos, todos benévolos
Palavras são meio de comunicação
Nomeiam as coisas e as identificam
Não tem como decifrar a extensão significativa e as
variáveis emocionais da palavra amor, devido à expansão de seus adjetivos
Existem coisas que devido ao seu tamanho exigem
muita força para poder mover
O amor é uma coisa intensa e poderosa
no entanto, até a mais frágil criatura pode
manejar, movimentar e oferecer
O amor declarado rompe o estigma da ideia de privilégio
exclusivo de sentimentos, confirmando a dependência emocional
O rompimento de conceitos, alinhado a vertente que
o amor é único e indivisível, possibilita o entendimento do significado universal
do amor
O amor não tem forma ou molde, ele se forma conforme
o direcionamento emocional, estabelecido pelo relacionamento entre transmissor
e receptor
A força do amor está na sua falta de resistência, o
amor é fundamentado na ideia de liberdade, embora suas aspirações sejam
desconhecidas
Se manifestam por sentimentos e emoções.
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