Dizemos não à violência, seja ela o golpe que fere o corpo ou a palavra que esmaga a alma.
Pelo Sagrado da Infância e da Velhice
Não à violência contra crianças e idosos; não ao abuso disfarçado de "correção" ou disciplina. Nada justifica a agressão contra quem não pode se defender.
Não ao roubo da infância. Não ao trabalho infantil, ao abuso e à extinção da fantasia. Toda criança tem o direito inalienável ao brincar e à puerícia.
Não ao abandono dos nossos idosos — seja no silêncio dos asilos, no descaso das filas ou na solidão do próprio lar. Que a fragilidade encontre cuidado, não negligência.
Contra o Veneno do Preconceito
Não à intolerância que segrega. Não ao racismo camuflado, mas persistente, e à violência contra a orientação sexual de cada um. Todo ser humano é credor de respeito e igualdade.
Não ao apagamento dos nossos povos indígenas e à tirania da intolerância religiosa. Onde não há liberdade de escolha, não existe justiça.
Contra a Banalização do Mal
Não à poluição mental das imagens e jogos que transformam a crueldade em entretenimento e o crime em banalidade.
Não ao bullying e à violência verbal que corrói a dignidade humana como gota suja em água limpa.
Contra a Violência do Estado e do Sistema
Não à desigualdade que fabrica indigentes e à justiça que só pune os miseráveis.
Não à saúde mercantilizada, onde o lucro decide quem vive e a pobreza condena quem morre.
Não aos governantes de estatísticas mentirosas e prioridades invertidas: de que servem pontes de concreto onde faltam escolas e hospitais?
Não à insegurança que nos encarcera em nossas próprias casas e ao abuso de falsas autoridades.
Não a toda forma de agressão. Pelo direito à vida, à paz e à verdade.
Roberto Sant







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