Bem-vindos ao blog do escritor Roberto Sant. Aqui você encontrará histórias emocionantes e dicas valiosas para uma vida mais plena e feliz.
  • Fé, Coragem e Renovação

    Um novo ano desponta no horizonte e, com ele, uma pausa pausada para o balanço da alma.

  • Uma Jornada Literária

    Prepare-se para uma viagem épica pelas obras deste autor eclético. Cada página, cada linha. Nos convida a explorar um mundo de possibilidade.

  • Quando eu voltar a morrer

    Quando eu voltar a morrer, uma narrativa vibrante e repleta de surpresas. O inimaginável à disposição da realidade.

  • A força das palavras

    Justamente por ser o meio de comunicação mais poderoso e complexo da espécie humana, o uso da palavra exige responsabilidade ética: que ela seja ponte, não lâmina; elo, não ruptura; instrumento de integração e fortalecimento dos laços que nos mantêm humanos.

  • A importância da Família

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Em Busca do Tempo Perdido


 

Em Busca do Tempo Perdido

Um homem entra na biblioteca e pede para a bibliotecária a gentileza de lhe fornecer o livro que tenha o maior número de páginas na biblioteca. De princípio, ela não sabe como ajudar aquele homem. 

     No entanto, resolve ajudá-lo. Pede ao homem que aguarde um pouco, que ela vai pesquisar nos arquivos referências de livros e seus números de páginas. Depois de alguns minutos de pesquisa, ela chama o homem e revela que tem disponível na biblioteca o livro com maior número de páginas do mundo. 

    O homem pergunta qual é o livro, ela responde que o livro é “Em Busca do Tempo Perdido”, de Marcel Proust, que tem aproximadamente 9.609.000 caracteres, 1,3 milhões de palavras e mais de 3000 páginas. O senhor quer ler? 

    O homem olha fixamente para a bibliotecária, sorri e responde: não, obrigado! Não quero ler um livro que o próprio autor julgar ter perdido tempo ao escrevê-lo. 

    Moral da história, cuidado ao escolher o título de uma obra literária. A quantidade de páginas não justifica o conteúdo do escrito. O título de um livro é muito importante e, dependendo do conteúdo, pode fazer a diferença para o leitor, entre ler o livro ou rejeitado. O nome do homem é Dr. Rui Barbosa.

 

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Escolha um lado

 



 Escolha um lado

 

     O mal se manifesta primeiramente na mente humana e, quando não contido pela razão e pela ética, materializa-se em ações imprudentes e danosas. Seus efeitos são visíveis e devastadores: discórdia, violência, guerras, miséria e fome. Acima de tudo, o mal gera o mais corrosivo dos sentimentos, o ódio, capaz de desumanizar o indivíduo e romper os laços que sustentam a convivência social.

    O pensador deve manter-se vigilante, pois, quando o assunto é a vida, não há lados legítimos que justifiquem a destruição do outro. A razão primordial da existência é a sobrevivência coletiva, e não a supremacia de ideologias ou interesses pessoais. Nenhuma circunstância, por mais adversa que seja, autoriza posições extremas. Decisões tomadas sob a influência de acontecimentos negativos tendem a perpetuar o próprio mal que se pretende combater. Cabe ao indivíduo escrever sua história por meio do exemplo, da boa conduta, da prudência e da coerência entre palavras, opiniões e ações. Afinal, o maior patrimônio de um homem é sua biografia, aquilo que ele constrói moralmente ao longo da vida.

    Afastar-se do mal é um dever ético, pois ele jamais oferece algo que seja genuinamente saudável ou benéfico. O mal opera por meio da conspiração contra tudo e contra todos; sua finalidade é promover a desgraça. Leva homens a cometerem os maiores absurdos, como o assassinato  seja de forma direta, pela violência física, seja de modo indireto, por meio da violência psicológica, da tortura emocional, da humilhação e da destruição da autoestima. Manifesta-se ainda pela repressão, ao negar a liberdade; pela injustiça, ao suprimir direitos individuais; e pela manipulação política, que oprime, aliena e escraviza consciências.

    Das injustiças nascem pensamentos de revolta e vingança, que alimentam um ciclo contínuo de violência. Nem sempre a verdade percebida coincide com a integridade moral e ética, e é justamente aí que reside o perigo. Nenhuma forma de violência se sustenta racionalmente, independentemente da suposta legitimidade da “verdade” que se acredita defender. O pensador deve questionar seus próprios pensamentos, investigar a natureza da verdade que professa e os valores que a acompanham. Justiça e injustiça caminham lado a lado, muitas vezes guiadas pela vaidade; contudo, não seguem na mesma direção nem alcançam o mesmo destino. A justiça busca a verdade; a injustiça apoia-se em suposições, distorções e inverdades.

    Escolher estar ao lado da verdade é um compromisso que exige coragem, mesmo quando o preço é alto. O mal não resiste à verdade fundamental de que todos somos iguais em dignidade, direitos e humanidade.

Roberto Sant

 

 

 

 


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